
Será o actual sistema de controlo de professores, o mais indicado? Um deles não gostou e bateu com a porta.
O jornalista Óscar Mascarenhas, convidado a leccionar na UnI no primeiro semestre do corrente ano lectivo, não gostou do sistema de controlo horário dos professores e resignou do cargo no início das aulas – segundo apurámos da leitura de mensagens de e-mail que enviou aos restantes docentes de Ciências da Comunicação.
Ao inaugurar as suas lições da cadeira de Jornalismo de Investigação (4º ano), em 28 de Setembro passado, Mascarenhas deparou com o novo método de registo de entrada e saída de professores, através do preenchimento de uma folha de sumário, no guichê da secretaria, antes e depois de cada aula. Acto contínuo, enviou uma mensagem por e-mail aos restantes professores: «Dei ontem a minha primeira aula na UnI e estou a considerar se não terá sido a última», começava por anunciar. «Somos horariamente controlados por uma funcionária. Senti-me humilhado (...). Fui CONVIDADO a ser professor naquela escola e exijo ser tratado como CONVIDADO. Não aceito esta forma de controlo e faço tenções de (...) anunciar aos meus alunos que outro professor virá em meu lugar, a não ser que o regime seja alterado. Se os meus queridos colegas quiserem fazer alguma reflexão em conjunto sobre isto, marquem data e hora, mas desde já advirto que estou mais para lá do que para cá. Estou revoltado!»

Ao mesmo tempo, Cascais escrevia ao professor João Carlos Santos, coordenador da faculdade, exprimindo preocupação com o caso e falando de outros professores insatisfeitos: «Recebi, até agora, três mensagens de outros tantos docentes de disciplinas da vertente Jornalismo indignados com o sistema de registo de sumários e de presenças posto em vigor este ano. Nenhum põe em causa a legitimidade de a Universidade verificar o cumprimento do contrato, mas sentem-se incomodados com a forma de controlo adoptada. Admito que não prossigam a sua função docente.» O professor solicitava ainda que o sistema fosse repensado: «A situação preocupa-me, por isso a levo à sua consideração e ponderação, no sentido de se encontrar um sistema que, salvaguardando os interesses da Uni e dos seus alunos, não gere nos docentes o presente mal-estar.»

Se havia outros docentes incomodados, a verdade é que o assunto ficou por aqui: a escola não alterou o sistema e hoje todos os professores parecem terem-se adaptado a ele sem problemas. A revolta da Mascarenhas ficou como acto individual. Contactado telefonicamente para comentar o assunto, o jornalista declinou, alegando estar muito ocupado.
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